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21.12.2021POR Tomás Cunha

Bares e discotecas encerrados: gerente do Bar Moelas garante que apoios não passam de uma mentira

Bares e discotecas já estavam em dificuldades com as restrições impostas desde o início do mês. Proprietários queixam-se da falta de apoios e apontam o dedo ao executivo socialista.

A indústria do divertimento noturno foi uma das principais afetadas pelas medidas anunciadas pelo executivo socialista. Pela segunda vez em ano e meio as discotecas e bares vão ter de fechar e vão ser proibidos ajuntamentos e consumo de álcool na via pública no Natal e Ano Novo. Sem surpresa as medidas causam revolta no setor, com várias críticas à atuação do governo.

Em entrevista à Lusa o presidente da Associação Nacional de Discotecas (AND), José Gouveia, defendeu que as medidas “não foram tomadas a tempo e horas”. O responsável da AND acusa o Governo de estar a abrir caminho para o aumento de contágios em festas ilegais, ao obrigar ao encerramento das discotecas na altura do fim de ano.

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José Gouveia recorda ainda que foram as empresas da indústria que criaram centros de testagem à covid-19 à porta das discotecas.  Para José Gouveia trata-se de um investimento de milhares de euros e que agora “cai por terra” com este encerramento antes das datas fixadas pelo governo.

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Pedro Pessoa, responsável pelo bar “Moelas” em entrevista à RUC lamenta as medidas apresentadas pelo governo. O gerente do bar situado junto ao largo da Sé Velha ataca os “apoios” dados pelo executivo de António Costa: “este governo fala muito em apoios e em ajuda, mas são mentira”, remata Pedro Pessoa.

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As medidas anunciadas na tarde de hoje vêm agravar a situação dos bares e discotecas. Pedro Pessoa recordou que o pacote de medidas em vigor desde o início do mês já tinha matado boa parte do negócio. O gerente do mítico bar da noite coimbrã sublinha as dificuldades logísticas referentes à necessidade de teste para entrar em bares e discotecas. A falta de testes e as longas filas resultaram em quebras de 90%, conclui Pedro Pessoa.

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Apesar das quebras de faturação Pedro Pessoa sublinha que “fechar é sempre a última opção”. O responsável pelo bar Moelas admite mesmo que preferia perder dinheiro durante o mês do que ser obrigado a encerrar o estabelecimento. Sobre o futuro as dúvidas persistem e Pedro Pessoa prefere não fazer previsões para o regresso dos bares e discotecas. O gerente do bar Moelas considera mesmo que há um tratamento diferenciado contra a “indústria da noite”, o que tem motivado medidas deste género, em contraste com uma maior abertura face  a outros negócios, nomeadamente a restauração.

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Recorde-se que António Costa anunciou o encerramento de discotecas e bares com espaço de dança a partir do dia 25, sábado. O encerramento destes espaços de diversão noturna no território continental estava já previsto para a denominada “semana de contenção de contactos”, definida pelo Governo para o período entre 02 e 09 de janeiro de 2022, após o Natal e a passagem do ano, sendo antecipada agora como forma de combate ao aumento de casos de COVID-19.

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