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13.07.2021POR Isabel Simões

Dirigentes Sindicais promovem ações para sensibilizar utentes e trabalhadores

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro promoveu esta manhã uma ação de rua para esclarecimento da população e trabalhadores sobre as dificuldades dos que laboram no setor.

A título simbólico o encontro foi marcado para a rua Ferreira Borges em frente ao Café Restaurante Nicola. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro, António Baião, em cerca de duas dezenas dos trabalhadores do Café Restaurante Nicola, o sindicato representa mais de metade. Os trabalhadores do estabelecimento fizeram chegar ao sindicato, através do advogado, uma lista das dívidas que a empresa tem para com eles.

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As dívidas vêm de antes da pandemia, e dizem respeito sobretudo a subsídios de férias e de natal. No caso de alguns colaboradores daquele estabelecimento da baixa da cidade de Coimbra, os créditos para com eles remontam ao ano de 2010 e os montantes vão desde mais de três mil euros a perto de seis mil e setecentos por trabalhador.

António Baião afirmou que os trabalhadores pretendem um acordo mas que, apesar da estrutura da empresa ter novos acionistas, a resposta por parte do patronato não tem ido ao encontro das pretensões dos trabalhadores.

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Antes de o assunto chegar a tribunal, António Baião insiste que os trabalhadores gostariam de ver estabelecido um acordo de pagamento dos créditos. Os dirigentes e delegados sindicais do sindicato dos Trabalhadores da Indústria Hoteleira, desenvolveram esta ação de solidariedade para com os colegas do Café Restaurante Nicola, para que sejam ressarcidos dos seus direitos.

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Para além das dívidas aos trabalhadores, segundo o presidente do Sindicato, o Café Restaurante Nicola também tem entregado com atrasos de “seis a oito meses”, as quotas do sindicato que desconta no ordenado dos trabalhadores.

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O dirigente sindical informou que “infelizmente” o caso do Café Restaurante Nicola não foi caso “único” na região. Os apoios estabelecidos pelo governo, durante a pandemia, exigiam que as empresas não tivessem dívidas às Finanças e à Segurança Social. Muitos dos que trabalhavam em empresas devedoras de impostos e/ou de descontos para a Segurança Social ficaram prejudicados, informou António Baião à comunicação social.

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A comunicação social presente na ação de rua tentou obter declarações de algum representante da gerência do estabelecimento visado mas tal não se verificou possível.

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro, informa que apesar de terem sido apresentadas propostas de aumentos salariais, “milhares de trabalhadores têm salários congelados há vários anos e muitos tiveram aumentos de cinco ou dez euros por força da atualização do Salário Mínimo Nacional”.

Os dirigentes e delegados sindicais continuaram depois a jornada de luta na entrada das instalações da SANFIL para esclarecimento dos utentes sobre o que consideram ser a “intransigência da APHP – Associação Portuguesa de Hospitalização Privada” em “não querer negociar os aumentos de salários para 2021”.

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