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Augusto Bernardes: “Estamos a atravessar uma crise que expõe a nu a nossa fragilidade”

As dificuldades da docência em tempos de pandemia, o Prémio da Universidade de Coimbra e o futuro da biblioteca foram os principais destaques no comentário do antigo diretor da BGUC.

No comentário do Observatório de hoje, dia 4, contámos com a presença do ex- diretor da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e especialista em literatura portuguesa, Augusto Bernardes. Neste comentário a atualidade, as principais temáticas foram as FE

Augusto Bernardes comentou sobre os desafios da pedagogia em tempos de pandemia e principalmente desgasta emocional de toda a comunidade académica. Sobre a FLUC, o comentador afirmou que “há uma diversidade de práticas muito grande” mas que existem muitas diferenças entre as práticas principalmente em matérias de ciências sociais e ciências exatas. Como conclusão afirma que:

“Precisamos compartilhar as práticas de sucesso”

A respeito das actualizações da Biblioteca Geral, o comentador afirma que a biblioteca tem feito tudo que está ao alcance para que todos continuem a ter acesso aos materiais. Ainda sobre a literatura em tempos de pandemia, Augusto Bernardes realçou que tem como uma de suas maiores preocupações o retrocesso na distancia entre o estudante e a fonte de pesquisa.

“Esse é um problema que existia já antes, havia uma tentação muito for para depreciar a fonte, não valorizar a fonte, para achar que não é necessário consultar o livro e que basta recolher um resumo”

Outro aspecto tratado no comentário foi a respeito do Prémio da Universidade de Coimbra. Além da cerimonia por ZOOM, este ano, o Prémio UC foi no valor de 25 mil euros, dividido em duas partes, sendo dez mil euros para o vencedor e 15 mil euros para uma bolsa de investigação numa área que será determinada pelo vencedor. A respeito do Prémio da Universidade da Coimbra, que foi conferido ao José Tolentino Mendonça, o comentarista classificou como uma “mensagem profunda e adequada”. Realçou a importância e história do prémio e também da necessidade da UC exaltar nomes de dentro e fora da academia.

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