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30.04.2021POR Programação RUC

Desafios das Editoras de Música Independentes

Para combater as dificuldades que enfrentam individualmente, as editoras surgem não só como organizações dedicadas à edição de trabalho artístico, mas também como famílias.

 

Portugal é palco de um panorama vasto de artistas independentes, espalhados por diferentes géneros e micro-cosmos distintos. Para combater as dificuldades que enfrentam individualmente, as editoras surgem não só como organizações dedicadas à edição de trabalho artístico, mas também como famílias. Essas famílias enfrentaram os desafios da pandemia, mas sempre viveram com dificuldades num país em que é difícil fazer vida enquanto artista.

Falamos com Bruno Dias da Monster Jinx (Darksunn) e Bruno Trigo da Troublemaker Records (PHOEBE) para percebermos como é que eles e as editoras que integram enfrentam os desafios com que tiveram de enfrentar com o passar do tempo.

A identidade da editora surgiu como o primeiro tema de conversa – feitas as apresentações das editoras, resta-nos saber como é que elas constituem e constroem o seu plantel de artistas. Bruno Dias começa por o explicar, com Bruno Trigo a partilhar uma perspectiva semelhante à do veterano da Monster Jinx.

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As editoras modernas acabam por incorporar diferentes modalidades artísticas e sociais. Bruno Dias explica-nos de que maneira a Monster Jinx não é só música.

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Bruno Trigo não estranha esta diversificação das atividades e fala-nos sobre o desejo de tornar a Troublemaker Records numa production house.

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Não podíamos falar sobre a direção da música e das editoras sem discutir os modos de consumo de música. Apesar de serem largamente digitais há alguns anos houve uma mudança – a compra foi substituída pelo streaming, algo que garante uma maior acessibilidade ao público mas prejudica os artistas. Bruno Dias começa por nos dar a perspectiva da Monster Jinx, uma editora digital com 10 anos de experiência que sempre lutou pela liberdade na disseminação da música.

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De seguida, Bruno Trigo fala-nos sobre a sua visão dos serviços de streaming e sobre como forçaram a Troublemaker Records a abandonar os canais que compensam melhor os artistas.

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A realidade das editoras também involve a interação dentro da esfera das redes sociais. Daqui surge outro desafio – como participar nesse mundo sem que a identidade da editora fique perdida. Bruno Dias apresenta as redes sociais como uma ferramenta que garante a disseminação daquilo que a Monster Jinx quer mostrar ao mundo.

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Bruno Trigo também vê as redes sociais como uma ferramenta de disseminação, dando maior privilégio às páginas pessoais e fala-nos das dificuldades associadas à manutenção de uma página numa rede social, bem como da naturalidade que as redes sociais ganharam.

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Uma conversa sobre editoras modernas não pode acabar sem que pensemos no papel dos direitos de autor. A Monster Jinx editou 90% das suas faixas por Creative Commons, uma licença criativa que permite a distribuição livre de trabalhos com direitos de autor, e Bruno Dias explica-nos a perspectiva da editora portuense no que toca a direitos de autor.

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Bruno Trigo partilha a mesma perspectiva, referindo a importância desta liberdade de partilha na música baseada em samples.

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Uma conversa sobre desafios em tempos de pandemia não pode evitar referir o impacto socio-económico que a mesma implica. Neste tópico que encerra a conversa, Bruno Dias começa por nos explicar de forma muito concreta o impacto exacerbado que a pandemia teve nas finanças da Monster Jinx.

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Para Bruno Trigo a história é ligeiramente diferente. A Troublemaker Records, uma editora mais nova, estava agora a criar o seu próprio andamento e espaço. A pandemia veio colocar um travão forçado neste progresso, sem que esse isso impedisse a Troublemaker Records de superar essas adversidades através de iniciativas pontuais, criativas e solidárias.

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Conversa inserida dentro das celebrações dos 35 anos da Rádio Universidade de Coimbra. Moderada pela CIGA239, para ouvir na íntegra:

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